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Real-time Web

12.10.2009 in WEB por Marcelo Raimondi

real

Uma matéria na última Wired, escrita por Clive Thompson chamada “Live in the Moment”, me chamou a atenção, a mudança no hábito das buscas, e por conseqüência, a nova geração de buscadores. A intro desta matéria ilustra bem a mudança deste hábito. Qdo Michael Jackson passou desta pra melhor, milhares de pessoas acessaram o Google em busca de informações, o resultado desta avalanche, aos olhos do Google, significou um ataque de malware, cujo resultado foi em bloquear qualquer um que buscasse por “Michael Jackson”. Do outro lado, explodiam twitadas sobre a morte do rei do pop. Durante anos, o Google tem usado sua autoridade e seus potentes algorítimos, para organizar a web. Um site que possui com vários links apontados para ele, os quais vêm crescendo de forma lenta, gradual e organizada, vai conquistando seu lugar ao olimpo do Google. No entanto, se tais links surgirem de uma hora para outra, e de forma desordenada, o Google o considera spam. Mas este engenhoso critério, está na contra-mão da real-time web. Os buscadores não podem mais perder dias, ou mesmo horas, para considerar qual o site ou post mais relevante, enquanto usuários querem informações frescas e imediatas. A rede é constantemente bobinada por milhões de links e post, em que boa parte destes relatam os acontecimentos e tendências do dia. Novos buscadores saciam o desejo pelo fresco, com novos critérios que consideram relevante quantidades massivas de urls no Twitter, descartando aquelas que possuem linguagem spam.

Voltando ao nosso saudoso Michael, se o buscarmos no Google, Bing, ou qualquer outro, a partir deste texto, dito como “old school”, teremos o mesmo resultado dia após dia. Enquanto nos buscadores real-time – Tweetmeme, OneRiot, Topsy, Scoopler e Collecta – teremos novas notícias atualizadas todo o tempo.

O Google organizou a nossa memória, mas a real-time web organiza nossa consciência. Portanto, poderíamos sugerir que os usuários, especialmente os mais jovens, já estão se movendo para a consciência da unidade e do presente, e as ferramentas necessárias como o Facebook, Twitter e Linked-In servem para conectá-los a esta nova consciência. Mas por hora, o velho e bom Google sempre estará por perto firme e forte.

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